We want your Soul
Show us Your Habits, Your Facts, Your Fears
Give us your address, your shoe size, your years
your digits, your plans, your number, your eyes
your skedule, your desktop, your details, your life.
Show us your children, your photos, your home.
Here, take credit, take insurance, take a loan.
Get a job, get a pension, get a haircut, get a suit.
Play the lottery, play football, play the field, sports to boot


We want your Soul
Your Cash, Your House, Your Phone, Your Life, Your Cash, Your House, Your Life
Here's programmes, here's matters, here's Britney, here's Cola
Here's pizza, here's TV, here's some rock and some rolla
Watch commercials, more commercials, watch Jerry, not Oprah
Buy a better life from the comfort of your sofa
Here's popcorn, here's magazines, here's milkshake, here's blue jeans
here's padded bras, here's long cars, here's football shirts, here's baseball caps
here's live talk shows, here's video games, here's cola lite, here's Timberlake
here's fingertips, here's colegen, here's all night bars, here's plastic


We want your soul
Your Cash, Your House, Your Phone, Your Life, Your Cash, Your House, Your Life
Your cellphone, your wallet, your time, your ideas
No barcode, no party, no iodine, no beers
your bankcard, your license, your thoughts, your fears
no simcard, no disco, no photo, not here
your blood, your sweat, your passions, your regrets
your office, your timeoff, your fashions, your sexy
our tits, your pass, your face, your ass.


We want your soul

WE WANT YOUR SOUL

We want your Soul

Show us Your Habits, Your Facts, Your Fears

Give us your address, your shoe size, your years

your digits, your plans, your number, your eyes

your skedule, your desktop, your details, your life.

Show us your children, your photos, your home.

Here, take credit, take insurance, take a loan.

Get a job, get a pension, get a haircut, get a suit.

Play the lottery, play football, play the field, sports to boot

We want your Soul

Your Cash, Your House, Your Phone, Your Life, Your Cash, Your House, Your Life


Here's programmes, here's matters, here's Britney, here's Cola

Here's pizza, here's TV, here's some rock and some rolla

Watch commercials, more commercials, watch Jerry, not Oprah

Buy a better life from the comfort of your sofa

Here's popcorn, here's magazines, here's milkshake, here's blue jeans

here's padded bras, here's long cars, here's football shirts, here's baseball caps

here's live talk shows, here's video games, here's cola lite, here's Timberlake

here's fingertips, here's colegen, here's all night bars, here's plastic

We want your soul

Your Cash, Your House, Your Phone, Your Life, Your Cash, Your House, Your Life


Your cellphone, your wallet, your time, your ideas

No barcode, no party, no iodine, no beers

your bankcard, your license, your thoughts, your fears

no simcard, no disco, no photo, not here

your blood, your sweat, your passions, your regrets

your office, your timeoff, your fashions, your sexy

our tits, your pass, your face, your ass.


We want your soul

Calvin!!


Vamos ver depois as estimativas de adesão.

A CGTP promove hoje, em Lisboa, a primeira manifestação nacional do ano e espera trazer para as ruas da capital mais de 100 mil pessoas em defesa de novas políticas económicas e sociais.
Com o lema "Mudar de Rumo, mais emprego, salários e direitos", a manifestação nacional tem como objectivo defender melhores condições de vida e de trabalho para os portugueses.
"Não temos dúvidas de que vai ser uma das maiores acções de luta de sempre, com a deslocação a Lisboa de trabalhadores de Norte a Sul do país, do sector privado e público", disse na quarta-feira à agência Lusa Arménio Carlos, da comissão executiva da Intersindical.
Arménio Carlos não quis avançar com previsões concretas, mas admitiu que a central sindical espera que o número de participantes ultrapasse os 100 mil.
A manifestação promovida pela CGTP juntar-se-á uma delegação do PCP, com a participação do secretário-geral do partido, Jerónimo de Sousa.
No ano passado a CGTP promoveu duas manifestações nacionais, uma em Junho e outra em Outubro, e acções de activistas sindicais (também a nível nacional) em Julho, Setembro, Outubro e Novembro.


in Expresso, 13-03-2009

...grão a grão, enche o magistrado o papo!

António Marinho, bastonário da Ordem dos Advogados, lançou um violento ataque contra os juízes na última edição do "Boletim da Ordem dos Advogados". A razão de ser são as condenações dos advogados em tribunal.
As palavras de António Marinho fazem parte do editorial da publicação que é distribuída a todos os advogados inscritos na Ordem. Tendo por título "Peculato Moral", o bastonário critica as condenações dos advogados em tribunal em processos movidos por magistrados, no âmbito da actividade judicial, e uma vez que o resultado final é o pagamento de indemnizações dos advogados aos magistrados, conclui: "Arbitrando indemnizações uns aos outros, lá vão os magistrados enriquecendo-se pessoalmente à custa dos advogados, com o pretexto de supostas ofensas à função que desempenham" - dinheiro que é utilizado "em benefício pessoal e não da função".
O bastonário fundamenta-se em dois casos, um deles o do advogado José Manuel Galvão Teles, que defendia a juíza Fátima Galante, que fora acusada pelo Ministério Público de corrupção passiva para acto ilícito. A juíza foi ilibada, mas no dizer de António Marinho, o "advogado de defesa criticou severamente a actuação do MP", o que conduziu a um processo por difamação por parte dos procuradores. O advogado foi condenado pela Relação de Lisboa ao pagamento de 15 mil euros de indemnização aos magistrados. O bastonário cita também o caso de um advogado de Lamego condenado pela Relação do Porto ao pagamento de uma indemnização de quatro mil euros, por queixa de um desembargador.
Mas António Marinho ressalva que "estes são apenas dois das dezenas de casos em que os advogados são condenados" e "este rigor persecutório em relação aos advogados contrasta de forma escandalosa com a permissividade em relação aos insultos que frequentemente são dirigidos aos advogados por parte de alguns magistrados". O bastonário aponta um caso em que a argumentação de um advogado do Porto foi classificada como "asnática" por um juiz. O advogado queixou-se, mas o Conselho Superior de Magistratura, "portando-se como um verdadeiro órgão sindical, ilibou, claro, o juiz em causa".
Mas para António Martins, presidente da Associação Sindical dos Juízes Portugueses - num comentário pedido pelo JN às declarações de António Marinho - o bastonário "está a tentar distrair as atenções dos eventuais problemas internos que tem na Ordem" e, diz, "não reconheço qualquer credibilidade à pessoa concreta para fazer críticas, mais uma vez genéricas, dessa natureza".


in Jornal de Noticias, 13-03-2009

"País ficou mais pobre no final do ano passado" A sério!?

A sucessão de falências e despedimentos e as queixas dos empresários já faziam antever que a economia estava em tons negros. Esta quarta-feira, o INE confirmou que no final de 2008 Portugal era um país mais pobre. (e era preciso confirmação!?!?)
Os primeiros três meses do ano passado começaram já com uma quebra para menos metade do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB, a riqueza criada pelo país). Mas, ainda assim, havia algum crescimento, cada vez mais pequeno com a passagem do tempo (0,6% no segundo trimestre e 0,4% no terceiro). Chegada ao último quarto do ano, contudo, a economia entrou em colapso e, em vez de crescer, contraiu-se em 1,8%, ou seja, ficou mais pobre do que na mesma altura de 2007.
A quebra foi suficiente para anular o (fraco) crescimento dos restantes meses e Portugal terminou 2008 com a economia estagnada - as estatísticas preliminares do INE indicam que, no final de 2008, o país não estava nem mais rico nem mais pobre do que em 2007. O crescimento foi zero.
Tudo pareceu contribuir para a crise. A maioria dos países clientes de Portugal estava também a braços com problemas económicos e cortou nos negócios com as empresas nacionais. Se as exportações tinham disparado 8,7% em 2006, e 7,5% em 2007, no ano passado não cresceram de todo. Pelo contrário, caíram 0,5%. Se, naqueles dois anos, foram fundamentais para que Portugal tivesse ficado um pouco mais rico, em 2008 contribuíram para o empobrecer.
A ajudar a economia estiveram as importações, que continuaram positivas, mas crescendo muito menos do que em anos anteriores. O abrandamento deve-se ao facto de os portugueses estarem também a consumir menos - as famílias e as empresas. (Claro, afinal de contas, estamos ou não estamos em crise!?)
Primeiro as famílias. Depois de anos a consumir cada vez mais, em 2008 foram mais comedidas, sobretudo nos últimos meses, quando a crise se intensificou e os bancos cortaram no crédito. Ainda assim, consumiram mais em 2008 do que no ano anterior.
O contrário aconteceu ao investimento das empresas, que sofreu uma "intensa diminuição", diz o INE. Sobretudo por causa da crise na construção, o investimento mergulhou no final do ano passado, contribuindo decisivamente para afundar a economia.
Se alguma actividade ajudou a segurar a economia foi a agricultura, cujo "bom desempenho" contribuiu positivamente para o PIB, diz o INE. Já a construção deu um "forte contributo negativo", tal como a indústria, que viu fechadas, de repente, as portas de clientes estrangeiros.
(Venham mais agricultores e menos engenheiros!!!)

in Jornal de Noticias, 12-03-2009

O Surrealismo Português!

O aumento em mais de 500 mil dos eleitores inscritos nos cadernos implicou mudanças no mapa de distribuição de mandatos à Assembleia da República. E poderá ter um impacto significativo no aumento da abstenção.
De um momento para o outro, os cadernos eleitorais passaram a ter mais de meio milhão de novos eleitores inscritos sem que, por outro lado, se tenha procedido à "limpeza" dos excedentes (mortos e duplicados).
O número apurado até 31 de Dezembro de 2008 (ver mapa do recenseamento publicado este mês em Diário a República) é de 9 669 650 milhões. São mais 737 888 eleitores do que em 2005 - ano das últimas eleições legislativas.
O número resulta das alterações introduzidas ao recenseamento eleitoral no ano passado: para simplificar, a Assembleia da República aprovou a inscrição imediata de eleitores, designadamente dos que atingem os 17 anos (para poderem votar se à data da eleição já tiverem feito os 18).
Mas a medida, conjugada com o não abatimento dos excedentes, gerou uma aberração no recenseamento: há mais eleitores inscritos do que população residente em Portugal. Segundo dados dos INE de 2007 (Censo de 2001), a população residente é de 10,6 milhões. Retirando a população que tem entre 0 e 14 anos, que não vota (1,6 milhões), obtém-se um saldo de 9 milhões. Os eleitores inscritos são perto de 9,7 milhões, e ainda falta descontar à população residente a que tem entre 15 e 17 (que também não vota), dados que o INE não fornece, mas que se estima ser 0,4 milhões. Obter-se-ia uma população com 17 e mais anos de cerca de 8,6 milhões - que é a que deveria corresponder ao eleitorado. Ou seja, há uma diferença de 1,1 milhões de pessoas.
Este é o primeiro "efeito perverso" das alterações ao recenseamento apontado pelo politólogo Manuel Meirinho Martins, do ISCSP, que destaca "a inflação brutal do universo eleitoral", considerando-a "incompatível com um sistema democrático saudável". "Podemos estar perante uma democracia fantasmagórica na ordem de um milhão de pessoas", declarou ao JN.
O "efeito perverso" seguinte, aponta Manuel Meirinho, é o aumento da abstenção. Segundo os dados do recenseamento, são cerca de 330 mil jovens incorporados directamente no sistema, "sem que isso signifique que vão votar", sublinha o politólogo. Os restantes poderão ser imigrantes que se inscreveram e outros residentes que ao tirar o cartão de cidadão ficam automaticamente inscritos.
Para o professor de Ciência Política, pode estar em causa "um aumento da abstenção técnica", e por consequência um "crescimento exponencial da abstenção nos próximos actos eleitorais".


in Jornal de Noticias, 12-03-2009